A TCL P7L chegou para atualizar uma das TVs de entrada mais interessantes da marca. Ela mantém o painel QLED, traz melhorias na qualidade de imagem e continua oferecendo recursos que muitas concorrentes mais caras não possuem. Mas será que vale a pena? Saiba tudo agora.
Design e construção

Visualmente, a P7L mantém o estilo da geração anterior. Ela tem bordas finas, acabamento discreto e uma construção bem bonita para uma TV de entrada. O corpo de plástico texturizado é relativamente fino e os pés ficam nas extremidades, então vale conferir se o seu rack tem espaço suficiente. Também dá pra prender a TV na parede com o suporte VESA.
Conexões
Nas conexões, temos o básico, com três entradas HDMI 2.1, uma USB, uma conexão pra internet cabeada, saída óptica de áudio e entrada para antena. É um conjunto suficiente para a maioria das pessoas.
Qualidade de imagem

E aqui está o grande destaque da P7L. Ela utiliza um painel QLED com tecnologia HVA, que entrega cores mais vivas, bom contraste e ângulos de visão melhores do que muitos painéis VA tradicionais.
Em relação à P7K, também tivemos uma evolução no brilho, chegando a aproximadamente 500 nits nos testes apresentados. Isso ajuda bastante em conteúdos HDR, deixando a imagem mais viva e agradável. Também ajuda quando a TV está próximas a janelas, sendo melhor pra assistir em dias de sol.
Outro ponto muito positivo é o suporte ao Dolby Vision e HDR10+, então você consegue aproveitar os formatos mais avançados dos principais serviços de streaming, melhorando ainda mais a qualidade da imagem.
Mas atenção: ela continua sendo uma TV de entrada, não temos Mini LED nem local dimming. Com isso, os pretos são menos fortes que TVs mais caras. E o processamento de conteúdos em resoluções mais baixas ainda poderia ser melhor, principalmente no upscaling de vídeos em 720p e 1080p. Mas no geral, pelo preço, o painel é muito bom e está a frente de vários modelos da concorrência.
Som
O áudio conta com dois alto-falantes e 20 W de potência. A qualidade é satisfatória para assistir filmes, séries e programas no dia a dia, com diálogos claros e o volume é alto e preenche bem diversos ambientes.
Mas a TV peca um pouco nos graves e eles são meio secos e sem potência. Pra melhorar o áudio, é interessante investir num soundbar.
Sistema e controle
O Google TV continua sendo um dos grandes diferenciais. Ele tem praticamente todos os aplicativos importantes, recomendações de filmes e séries de diferentes plataformas e uma interface bastante completa.
Também temos o TCL Channels, com canais gratuitos, e uma área de personalização com papéis de parede.
O único porém é que o sistema poderia ser um pouco mais rápido. Ela mantém os 2 GB de RAM da geração anterior, então, em alguns momentos, principalmente ao entrar e trocar de apps.
Controle
O controle remoto também continua praticamente igual ao da P7K. Ele é compacto, tem comandos de voz e atalhos para os principais aplicativos. É simples, mas funciona muito bem. Faltou só um teclado numérico.
Para jogos
Para quem gosta de jogar, temos modo Game Master, VRR e três entradas HDMI 2.1.
Mas existe um detalhe importante: a versão de 50 polegadas trabalha com 60 Hz. Nas versões a partir de 55 polegadas, temos até 120 Hz através da tecnologia DLG, que reduz a resolução para 2K quando utilizada.
Então, não é um painel nativo de 120 Hz e 4K, mas já quebra um galho na hora de jogar, melhorando a fluidez.
Vale a pena?
A TCL P7L é uma evolução interessante da P7K, principalmente na qualidade de imagem. Ela entrega painel QLED, bom brilho, Dolby Vision, HDR10+, Google TV e uma conectividade bastante completa.
As principais limitações ficam por conta do processamento de imagens em resoluções mais baixas e da fluidez do sistema, que poderia ser melhor.
Mas, se aparecer com um preço competitivo, é uma das TVs mais interessantes da categoria. Para quem procura uma boa imagem sem precisar investir em uma Mini LED, vale muito a pena considerar.
Melhores ofertas
Especificações
| Tela e Imagem | |
|---|---|
| Tipo de painel | QLED (Quantum Dot) com painel HVA |
| Resolução | 4K UHD (3840 × 2160 pixels) |
| Gama de cores | 93% DCI-P3 (mais de 1 bilhão de cores) |
| Brilho máximo | Cerca de 400 nits |
| HDR | Dolby Vision, HDR10+ e HLG |
| Taxa de atualização nativa | 60 Hz |
| Taxa de atualização máxima | Até 120 Hz via emulação DLG e suporte a VRR nos modelos de 55 polegadas ou superiores |
| Hardware e Desempenho | |
| Processador | AiPQ com recursos de otimização de contraste, clareza, movimento e cores por inteligência artificial |
| Memória RAM | 2 GB |
| Armazenamento interno | 16 GB |
| Sistema operacional | Google TV |
| Recursos do sistema | Chromecast integrado e suporte a perfis infantis |
| Áudio | |
| Tecnologias de áudio | Dolby Atmos e DTS Virtual:X |
| Alto-falantes (50″, 55″ e 65″) | 2.0 canais com potência de 20W |
| Alto-falantes (75″) | Potência de 30W |
| Alto-falantes (85″) | Sistema ONKYO 2.1 canais, com subwoofer integrado e potência de 40W |
| Conectividade e Portas | |
| Entradas HDMI | 3 portas HDMI com suporte a eARC e ALLM |
| Portas USB | 1 porta USB 2.0 (modelos a partir de 85″ contam com portas adicionais e USB 3.0) |
| Wi-Fi | Dual-Band |
| Bluetooth | Versão 5.4 |
| Saída de áudio | 1 saída de áudio digital óptica |
| Ethernet | 1 entrada LAN |
| Antena | 1 entrada RF |
| Design e Recursos Extras | |
| Construção | Design Slim unibody metálico, com bordas laterais praticamente inexistentes |
| Comando de voz | Controle remoto com microfone e suporte ao Google Assistente |
| Hands Free Voice Control | Comandos de voz à distância, sem precisar utilizar o controle remoto |




